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miércoles, 6 de noviembre de 2013

Informação Técnica: Adubação a Lanço: Prós e Contras - SOJA BRASIL

Foto: Áureo Lantmann / Soja Brasil
É comum hoje encontrar lavouras de soja em que a adubação foi feita a lanço, ou seja, espalhada sobre o solo, tanto o potássio como o fósforo, ao invés da  adubação na linha no sulco de semeadura. A adubação a lanço tem pontos positivos, mas tem também aspectos negativos. Agricultores alegam que essa prática facilita a tarefa de semeadura, com agilidade e consequente tempo reduzido.

A adubação a lanço do potássio para o cultivo da soja é, em determinadas situações, recomendada. Em solo arenoso, com baixa CTC para se evitar a lixiviação, é indicado para a quantidade de K20, maior que 50 kg/há, fazer a adubação de 1/3 da quantidade total indicada
na semeadura ou em pré-semeadura. Em cobertura são indicados 2/3, 30 a 40 dias após a semeadura, respectivamente para cultivares de ciclo mais precoce e mais tardio. Considera-se que o potássio é um nutriente de grande mobilidade no solo.
Especificamente no caso do fósforo, há complicadores importantes que não devem ser desconsiderados. Os dois principais fatos: 1) o fósforo expressa pronunciado efeito residual das adubações de cultivos anteriores; 2) tem baixa mobilidade no solo, sobretudo nos mais argilosos.

A lanço, o fósforo é adicionado à superfície do solo, ficando muitas vezes inertes (não reagindo) e concentrado nos primeiros centímetros do solo. A prática de adubação fosfatada a lanço, em solos com baixa concentração deste nutriente, torna o fósforo limitante, principalmente pela má distribuição no perfil do solo, podendo comprometer o rendimento da soja principalmente quando houver falta de umidade.  

A alternativa de semear adubo, ou seja, usar a semeadeira só com adubo, é uma forma de enterrar o adubo na superfície do solo. Essa prática tem vantagens sobre a adubação a lanço, pois o fósforo reage melhor com o solo. Em resumo, para o potássio essa técnica não tem problema, mas para o fósforo isso ao longo dos anos pode se tornar insustentável.

Fonte: Soja Brasil - Rural BR
Autor: Áureo Lantmann

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