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martes, 3 de septiembre de 2013

Informação Técnica: Manejo de plantas daninhas na entressafra - O PRESENTE RURAL

Nos últimos anos, após a colheita do milho safrinha, uma das plantas daninhas que tem ocasionado maior preocupação para os produtores é a conyza bonariensis, popularmente conhecida como buva ou voadeira.

A medida que o produtor conclui a colheita da  safrinha, chega  a hora de  controlar as plantas daninhas que se desenvolvem a partir da pré-maturação do milho, onde a buva que germina agora na entressafra, torna-se uma ameaça lá na frente durante o desenvolvimento da soja.

Para fazer uma boa dessecação da buva, a melhor recomendação é   fazer o controle  alguns dias depois da colheita do milho safrinha, com  a buva ainda em estágio inicial, com menos de dez centímetros de altura (estágio onde a planta daninha é mais sensível).

Para o controle da buva, alguns agricultores têm utilizado o herbicida metil sulfuron (ally). Contudo, o mesmo propicia longa  ação  residual no solo e não é  recomendado,  já que não tem registro para milho e soja porque poderá ocasionar danos à cultura subsequente caso o produtor não respeite o período de carência de 60 dia para a soja e 90 dias para a cultura do milho, em condições climáticas normais. Em situações de estresse hídrico a decomposição do produto no solo será mais lenta exigindo um intervalo de carência ainda maior.

Para o sojicultor que deseja uma lavoura bem conduzida dentro das recomendações técnicas é recomendado que utilizem herbicidas que não sejam prejudiciais às próximas culturas. Podemos citar como exemplo a aplicação de  herbicidas que contenham o princípio ativo  Clorimuron (Herbicida Classic) e diversas marcas de  2, 4 D e os Glifosates a exemplo do Zapp qi,  além do herbicida Diquat + Paraquat(Gramocil).

APLICAÇÃO
Enfatizamos que as condições ideais das pontas de aplicação, com  volume de calda reduzido para apenas  100 L por ha,  aumenta a concentração e a eficiência do controle,  a umidade relativa do ar acima de 55%  com ventos fracos, plantas daninhas em estágio inicial, são condições que determinam o sucesso da aplicação.

Portanto é preciso contar com a combinação de vários fatores em condições favoráveis, sendo que a coincidência de tais fatores em condições ideais são escassas. Temos poucos dias em condições boas para pulverizar, precisamos ficar atentos e aproveitar a oportunidade para fazer a aplicação em momentos que favorecem a boa eficácia do herbicida.

Por outro lado, protelando-se a dessecação até  na véspera do plantio, com a buva e demais plantas daninhas em estágio de desenvolvimento mais avançado, quando a planta já floresceu e está mais velha, absorve e transloca menos herbicida, e  tem se mostrado resistente ou tolerante ao glifosate com grandes dificuldades no  controle  em função de  prejuízos no arranque inicial da  soja.

Alerta-se que o plantio da soja dentro da massa verde, quando dessecada na véspera do plantio traz outros problemas, como desuniformidade de plantio, embuchamento da semeadora e problemas na germinação da soja decorrentes da liberação de substâncias alelopáticas presentes na resteva dessecada, que são tóxicas para as plantas de soja em fase de estabelecimento inicial.

Para as lavouras com as plantas daninhas em estágio mais avançado, ou seja, acima de dez centímetros, apresentam uma série de desvantagens como: a maior multiplicação e alojamento de pragas, maior grau de tolerância e resistência das plantas daninhas.

Já em lavoura com plantas daninhas fora de estágio, recomenda-se a aplicação em sequencial com herbicidas de diferentes mecanismos de ação; na primeira aplicação usar produto com modo de ação sistêmico, e sete a 12 dias após fazer a segunda aplicação com herbicida de contato.

Fonte: O Presente Rural

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