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miércoles, 9 de enero de 2013

Informação Técnica: Nitrogênio na soja, adubar ou não? - CULTVAR


A necessidade de N pelas plantas de soja, em condições de campo, é suprida pela simbiose e pelo elemento disponível no solo. A escassez deste pode ocorrer ocasionalmente quando o seu fornecimento ou a falta de umidade superficial do solo forem fatores limitantes.

Resultados obtidos com a adubação de N em soja no campo, nos E.U.A., foram extremamente variáveis (Allos & Bartholemeu 1959; Norman 1944; Norman & Kampritz, 1945 e Weber 1966b). Essa leguminosa pode utilizar rapidamente tanto o N simbiótico quanto o disponível no solo. Quando o suprimento se dá em quantidade excedente às necessidades para o crescimento das plantas, pode haver interferência do N na eficiência da fixação simbiótica (Allos & Bartholemeu 1959 e Weber 1966a).


Weber (1966a) relatou que, em linhagens noduladas, sempre houve maior produção de grãos do que nas não noduladas, utilizando-se a mesma quantidade de fertilizante. Sugeriu-se que o nitrogênio simbiótico seria uma fonte mais aproveitável de N do que aquele proveniente de fertilizante.

Nos estudos de Harper (1999), mostrou-se que com a fixação simbiótica do N as necessidades da planta de soja são supridas, sob ótimas condições de produção, onde outras limitações sejam removidas. Como exemplo, já se observou um aumento de 11,8% na produção de soja devido à aplicação do fertilizante nitrogenado suplementar no estádio R3 , quando as produções foram da ordem de 3.770 kg/ha ou superiores, sob irrigação. Nenhuma resposta à aplicação de N suplementar foi observada quando os níveis de produção foram de 3.360kg/ha ou inferiores.

Em certos solos dos EUA, Israel & Burton (1997) concluíram ser possível a obtenção de uma resposta  à aplicação de nitrogênio, mas somente em duas, de um total de 59 combinações entre cultivar e local, verificou-se aumento de rendimento devido à aplicação de 150 kg/ha de N.

Novo et al. (1997 e 1999) relataram respostas à aplicação do N em soja, no inverno, devido ao fato de haver interferência negativa tanto na formação de nódulos quanto na fixação simbiótica, em condições de frio.

Em diversos experimentos desenvolvidos no país, Hungria et al. (1998) mostraram que com a reinoculação de soja, pode-se obter incremento significativo no rendimento, em solos com elevada nodulação estabelecida. Em Londrina e Ponta Grossa, PR, os incrementos obtidos em três safras de soja variaram de 3,2 a 14,5% no rendimento de grãos e de até 25%, no teor de proteína destes. Estes mesmos autores constataram também que, tanto com a aplicação de N em dose inicial quanto, em doses elevadas no florescimento ou no período de enchimento de grãos, não se obtem aumento considerável nos rendimentos.

Diante do exposto, verifica-se a vantagem substancial que se pode obter na cultura da soja, unicamente com a substituição da adubação nitrogenada pela fixação simbiótica com bactérias e utilização de adubos verdes na rotação.

Autores: Hipólito A.A. Mascarenhas, Elaine B. Wutke, Nelson R. Braga, Roberto T Tanaka e Manoel A.C. Miranda, IAC.

FonteGrupo Cultivar / Artigos Técnicos

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