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jueves, 13 de diciembre de 2012

Informação Técnica: Resposta da Planta à Aplicação de Potássio - NA SALA COM GISMONTI


Soja com deficiència de K no Paraguay
A produção de grãos vem aumentando significativamente nos últimos anos. Esta evolução é decorrente da fertilização das lavouras, fato este que é comprovado pelo aumento no consumo de fertilizantes, a cada ano. A coleta de amostra de solo é o primeiro passo para uma agricultura com eficiência e sustentável.

Dos três macronutrientes, a planta necessita mais nitrogênio (N) e potássio (K). O fósforo (P) é o menos absorvido, entretanto é o principal nutriente nas formulações de adubos químicos. Nas formulações de fertilizantes, o fósforo é encontrado em maior quantidade, por causa das reações que sofre no solo, como a fixação, que fazem com que apenas 15 a 25% do fósforo total aplicado seja aproveitado pelas plantas.

Por outro lado, o nitrogênio e o potássio sofrem mais perdas por lixiviação, principalmente em solos arenosos e de baixa CTC. Nestes solos, recomenda-se a aplicação de N e K em quantidades
parceladas para minimizar estas perdas. No caso dos fertilizantes potássicos, outro cuidado deve ser tomada quanto à aplicação do produto, pois o cloreto de potássio, fonte de K2O, tem um índice salino muito alto. Em contato direto com a semente e as raízes em formação nas plantas poderá causar prejuízos ao desenvolvimento do sistema radicular.

Na literatura encontramos recomendações de potássio, para a cultura da soja, baseadas na exportação mais as perdas por lixiviação e pela erosão. A reposição de potássio, neste caso, é de 20 kg/ha K2O para cada 1.000 quilos de grãos produzidos.

Um fator importante, que não deve ser esquecido, é que a absorção de potássio depende da disponibilidade de cálcio e de magnésio no solo. Sabe-se que cálcio em excesso inibe a absorção de magnésio e potássio, e vice-versa. Portanto, recomendar adubação potássica baseada somente no teor de potássio pode ser incorreta, pois é preciso considerar a relação entre os três nutrientes (K, Ca e Mg). Isto é importante na hora de decidir a adubação com potássio, se vai haver resposta da planta à aplicação deste nutriente. Existe uma fórmula para calcular esta resposta ao potássio (RK).

Neste cálculo, todos os nutrientes devem estar expressos em cmolc/dm³.

Por exemplo: na análise, um solo apresenta os seguintes teores de nutrientes:
K = 0,19 cmolc/dm³
Ca = 0,6 cmolc/dm³
Mg = 0,18 cmolc/dm³
Então:
RK = 0,19  / (Raiz quadrada de (0,6+0,18)
RK = 0,19  / 0,88
RK = 0,21

Para analisar esta resposta ao potássio (0,21), Castro & Meneguelli estabeleceram índices para enquadramento do resultado RK obtido:
< 0,13         - alta resposta;
0,13 a 0,20 - média resposta;
> 0,20         - baixa resposta.

O valor RK (0,21) é enquadrada em baixa resposta à adubação potássica.

Uma calagem adicionará cálcio e magnésio e aumentará a concentração destes nutrientes no solo em relação ao potássio. Isto reduzirá a absorção de K e causará uma deficiência deste nutriente nas plantas. Então, a aplicação de um fertilizante potássico obterá uma alta resposta pelas plantas.

Fonte: Na Sala com Gismonti

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