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viernes, 7 de septiembre de 2012

Informação Técnica: Rotação com espécies não hospedeiras favorece o manejo de nematóides - AGROLINK


Maior tolerância de alguns genótipos pode estar ligada às características ambientais.

Uma das grandes preocupações dos produtores nos últimos anos, os impactos e manejo de nematoides na sojicultura, foram discutidos durante o VI Congresso Brasileiro de Soja. O uso intensivo da terra com culturas suscetíveis, como a soja no verão e milho ou algodão na segunda safra, tem aumentado as populações do parasita Pratylenchus (P. brachyurus) no solo, de acordo com o pesquisador Waldir Dias, da Embrapa Soja.

Segundo Dias, o problema é mais grave no Centro-Oeste, mas também começa a aparecer no Sul do País. Segundo o pesquisador, ao alternar o plantio da soja com adubos verdes, como espécies de crotalária, o agricultor consegue diminuir a multiplicação dos nematoides. “Das técnicas de manejo, a rotação de culturas
é a que mais efetivamente pode diminuir a multiplicação do Pratylenchus”, orienta o pesquisador. Algumas áreas infestadas de nematóides podem ter até 30% de perda da capacidade produtiva.

Para Dias, é difícil obter ganhos significativos com a seleção genética em soja para resistência ao nematoide. “Os estudos genéticos têm mostrado que a resistência a Pratylenchus em soja é limitada. A maior tolerância de alguns genótipos está mais ligada às características ambientais do que genéticas”, afirmou o pesquisador. “O ideal é sempre combinar a rotação com a variedade resistente e manter boas práticas de manejo como, por exemplo, uma adubação equilibrada, evitar que o solo fique exposto e seja compactado, favorecendo a tolerância da soja aos parasitas”, afirma.

Outro aspecto que dificulta a utilização de cultivares de soja resistentes ao parasita é que na maioria das áreas infestadas, as populações de Pratylenchus estão excessivamente elevadas. “Assim, mesmo as cultivares mais resistentes podem não alcançar rendimentos nessas lavouras. O uso de cultivares mais resistentes pressupõe uma redução prévia das populações do parasita, rotacionando com espécies vegetais não hospedeiras”, complementa Dias.

Fonte: Agrolink
Por: Dulce Mazer / Embrapa Soja

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